<3 Placenta <3

placenta

Essa é uma foto do Enrico olhando (com a mão) a Árvore da Vida que foi feita com placenta dele. A placenta dele e minha. Nossa.

A placenta é um órgão especial e temporário que o corpo mamífero e feminino (ah vá!) desenvolve para nutrir a sua cria. A placenta serve de pulmão, estômago, filtro, barreira para toxinas, produtora de hormônios, sistema de controle de temperatura pros nossos nenês. Para os mamíferos humanos, durante a gravidez ela é medida, controlada, observada, valiosa, abençoada e depois…normalmente…jogada fora, junto com todo o lixo hospitalar do lugar.

Isso, não vou mentir, me deixa um pouco triste.

Me deixa triste porque eu sinto no meu coração que a placenta deve ter um destino mais honroso, e seja pra onde for que ela vá ser encaminhada, que seja acompanhada de muita gratidão.

Ela representa a ligação entre dois mundos, viabiliza a formação de uma vida, é um órgão que a mãe e o bebê dividem, ela tem uma vida curta, valiosa, indispensável e poderosa.

Seja da maneira que for, eu acho que ela merece nosso amor não só enquanto foi útil, mas depois também.

Existe até um processo que transforma a placenta em pó, que por sua vez é colocado em cápsulas e a mãe ingere durante o puerpério. Eu até considerei fazer isso com a minha, mesmo não encontrando muitos dados científicos comprovando a eficácia da prática, mas não tem ninguém em Curitiba que faça e pra mandar pra cidade mais próxima ia ficar muito caro e arriscado.

Meu irmão engraçadão sugeriu fazer um smoothie com a placenta e tomar. Também não foi o caso.

Então o jeito que eu encontrei de honrar essa placenta que esteve dentro de mim, foi fazer uma impressão dela como Árvore da Vida, e depois enterrá-la na floresta, com uma pequena oração.

Muito grata, placenta minha! Você arrasou do começo até o fim!

Montanha-russa

Tem gente me perguntando como eu estou me sentindo. É basicamente assim: estou na fila da montanha-russa, minha vez tá chegando.

Estou sentindo um misto de empolgação, com medo, com ansiedade, com aquele arrependimento dos valentes exibidinhos que enfrentaram uma fila longa e tiveram tempo de refletir.

Meu deus, de quem foi a ideia JACU de vir nessa montanha-russa absurda? Por que que eu disse “vamos!”. Why, God, why? Por que não disse que preferia o carrinho bate-bate? Ou a xícara que gira? A xícara é super legal, cara!

Olha o tamanho da 1ª queda, olha esse povo gritando. OLHA!

Mas agora não dá mais pra voltar atrás…deixa eu fazer uma cara blasé aqui…uma cara blasé, que todos sabemos, irá desaparecer assim que o carrinho começar a subir. Ainda bem que é o Ricardo que vai estar do meu lado e ele me conhece bem.

Calma, calma, respira fundo. Abstrai.

Não, não abstrai, se mantém consciente do momento. Se abstrair não vai aproveitar e depois vai se arrepender. Só respira fundo e aceita.

Isso, aceita. Desliga o racional, deixa o emocional assumir. É só uma montanha-russa, um monte de gente já foi, tá todo mundo bem, todo mundo sai com cara feliz: olha a cara de alegria do povo saindo dos carrinhos que acabaram de chegar.

Relaxa.

“Vai, amor, andou a fila, vai…corre pra fila do primeiro carrinho!”

ARGHHHHHHHHHHHHHHH…