Cadê os crush?

Esse aqui vai que vai!

Uma das melhores coisas de estar casada é não ter que passar pela situação de receber mensagens “OI SUMIDA RS” dos crushes.
Tenho um único crush e ele sempre me manda msg.
São mensagens misteriosas e empolgantes, tipo “quer algo da farmácia?”, “tirou o $ pra diarista?”, “meu voo tá atrasado” e por aí vai.

Percebam que o texto começou otimista, mas agora já foi tudo pra porra. Vamos encerrar por aqui.

– texto por Ana Victória

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Momento de desespero mãe e filho 

Aquele momento em que você para pra admirar a casa que a diarista deixou limpinha depois de um feriadão loucura total.

E aquele momento seguinte em que você escuta um barulho, olha pra trás e vê

seu filho de 1 ano

saindo da despensa

com uma caixa de corn flakes aberta na mão

virada com a boca pra baixo.

Você quer gritar, mas não vai.

Porque se você gritar ele vai achar que é folia e sair correndo em direção à sala.

Então ao invés, você vai falar devagar, sorrindo e fininho. Tipo como se tivesse tentando convencer alguém a não pular de um prédio e enquanto isso você vai estar pensando…

Ridicularizando a realidade do amiguinho ou Como viralizar textos na internet.

Dividindo o mundo entre os certos e errados, os ridículos e os sensatos.

O mundo na internet é preto e branco, não tem tons de cinza. Só aqueles 50, mas eles não valem pra agora.

Cada vez que vemos viralizar na internet um texto afirmando algo generalista sobre uma geração, grupo, país é só contar os segundos: vai aparecer outro desbancando, desmerecendo o que o primeiro disse.

O exemplo mais recente é o “A geração que encontrou sucesso no pedido de demissão”, rapidamente chamado de besteirol pelo “A juventude que não pode largar tudo para viajar o mundo ou vender brigadeiro”.

Nada contra e nem a favor de nenhum dos textos. Não quero entrar na polêmica não, até porque quem sou eu. Na verdade o que eu tenho a dizer sobre isso é o seguinte:que preguiça que dá de viver cada vez que isso acontece.

preguiça-telefone
eu procurei um negócio sobre preguiça e achei esse. Nada a ver com o texto, mas achei muito engraçado. E como o blog é meu…

Na lógica das coisas, um anula o outro e no esteio meio que leva junto todo mundo que ousou compartilhar o primeiro. Fica até mesmo aquela guerrinha: vi uma pessoa compartilhando esse primeiro, não concordei, então vou compartilhar esse aqui pra mostrar que ela é ridícula.

Isso porque é evidente que as duas realidades são bem reais. Existe gente que tem totais condições de largar emprego em multinacional e ir vender hambúrguer, existe gente que é arrimo de família desde novinho. Inclusive OUSO dizer que existe gente que vai nascer e morrer sem precisar trabalhar porque nasceu numa família com muita grana, existe gente que conhece a palavra trabalho muito bem, mas não conhece a palavra emprego porque vive em condição análoga à escravidão e existe gente que nem conseguiu nada disso porque teve uma doença muito séria quando bebê e morreu antes disso.

Tá vendo?

E todas essas outras situações que eu citei renderiam um texto revoltado em resposta ao último – fazendo, ou tentando fazer, todos os admiradores do anterior se sentirem mal, fora da realidade, fora de contexto.

E daí nunca acaba, todos se julgam, evidenciam suas diferenças, chutam pro canto suas semelhanças, o mundo se polariza e a gente veste preto e vai ao funeral do bom senso mais uma vez.

Chega gente, não aguento mais ir no velório da empatia.

Tem mais de 7 bilhões de pessoas no mundo. Muitas realidades convivem e coexistem.

Precisa existir, eu sei que existe, uma maneira de se posicionar que não seja contrapondo e ridicularizando o que outra pessoa disse antes de você.

Parafraseando a torcida brasileira: EU ACREDITO!

eu acredito

Concurso de histórias de terror para gestantes.

Que grávida escuta muita “dica”, “conselho” e “aviso” não é novidade pra ninguém, pelo menos pra quem já ficou barriguda. Mas, tem uma coisa na vida da grávida que vai mais além dos comentários não solicitados, que são as histórias de terror que ela escuta.

Pode escrever: 99,9% das grávidas escutaram no mínimo uma dessas, e eu também escutei as minhas, como já comentei nesse post. Mas dentre todas, tem uma vencedora, inacreditavelmente vencedora.

***

Primeiramente, vamos combinar que a barrigona parece que dá uma autorização automática pro povo vir chegando e ter os mais diversos tipos de interação. Se a alguém carregasse uma faixa com os dizeres “Pago ouro pelos seus conselhos e opiniões” não seria tão efetivo quanto estar visivelmente grávida.

E tem de tudo: tem aquelas interações super bem-vindas, como olhares carinhosos pra você, gente gentil que abre a porta, que pega coisas que caíram no chão, pessoas amadas que dão presentinhos e por aí vai.

Mas, e sempre tem um “mas”, existe também o famoso “Tribunal de Avaliação da Barriga”. Pessoas variadas, conhecidas e desconhecidas, compõem esse misterioso tribunal volante, sempre prontas para emitir rapidamente os vereditos sobre a barriga da grávida. “Tá larga”, “tá pontuda”, “tá alta”, “tá baixa”, “nossa! É gêmeos?!” (soco na cara), “tá pequena”, “tá grande”. A verdade é que a barriga nunca está satisfatória pro Tribunal e também é verdade que entre seus membros não existe consenso, porque a grávida pode ouvir todas essas opiniões no mesmo dia, em um simples passeio no shopping.

Tá vendo? Você só queria comprar uma blusa bonita, barata e que chegasse até o fim da barriga sem te fazer sentir que está vestindo uma barraca cigana, mas saiu da loja com um veredito sobre seu corpo. Que feliz!

pregnant-sad-face
sqn

***

De toda forma, voltando às histórias de terror de gravidez e de parto. As pessoas acham que elas estão aí para serem contadas. E se for pra uma grávida, perfeito.

A melhor que eu tenho é essa:

Volta e meia, vou almoçar com o meu marido em um lugar que fica entre a nossa casa e o trabalho, e o universo conspira para que lá eu SEMPRE encontre um cara que é nosso conhecido e que SEMPRE tem um comentariozinho inconveniente pra fazer. “Vocês almoçam bastante aqui né? Devem tar ganhando bem!”.

Enfim, um belo dia chegamos lá pra almoçar e eu vi o cara sentado numa mesa. Eu planejei o meu trajeto pra que ele nem me visse, me servi do buffet meio encolhida – do jeito que dava né, porque eu tava gigante – e sentamos numa mesa bem longe.

Claro, claro que ele me viu. Veio correndo falar com a gente e mais do que rápido notou meu barrigão.

– Nossa, tá grávida! Parabéns!

– Obrigada. (sorriso amarelo)

– Não são gêmeos não, né?

– Ééé…não, só um. Menino.

– Ah, tá, mas tem certeza? Porque uma amiga minha tava grávida e no ultrassom deu que era um só! Mas chegando na maternidade na hora de ter, descobriram que não era um, eram gêmeos!

Nessa hora você abre um sorriso e diz “Poxa, que incrível, que susto, que legal, que benção!”. E foi o que fizemos. Masss (porque eu já disse que sempre tem um “mas”) ele continua:

– Mas sabe que na hora de nascer mesmo, viram que não era mais um nenê! Imagina?                   Era um TUMOR ENORME!!

-…

– Imagina, era tão grande que acharam que era outro bebê!! Então vê se os médicos tão olhando direito hein?!

tumor surpresa!
“shhh, eu sou um  tumor!”

Eu fiquei olhando pra cara dele com um misto de choque e incredulidade, o meu marido segurou as pontas, fez os comentários pertinentes e logo, de alguma forma, ele se despediu.

Mais tarde eu tive que rir e ficar de certa forma grata, porque se algum dia esse concurso existir, foi o mala sem alça que me proporcionou no mínimo o 3º lugar. E se nada disso aconteceu,  – pelo menos já rendeu um texto. Acho que vou ter o telefone dele por perto, pra usar sempre que eu estiver sem inspiração. Mentira.

No mais: tem uma santa que protege as grávidas? Tem.

Mas e Santa que ajuda com a paciência que as grávidas precisam ter? Devia existir essa santa ou santo. Alguém manda um email pro Papa, esse é super gente boa, explica a situação, ele vai entender.

santo das grávidas
esse cara era uma boa pedida

 

 

Gente que se amontoa pra ver acidente

Dia desses saiu uma matéria em diversos jornais, comentando da queda da ciclovia lá no Rio de Janeiro.

Teve de tudo: teve desculpinha sem-vergonha básica das autoridades, teve mil técnicos que disseram que era óbvio que ia acontecer (depois que aconteceu), teve o Roger do Ultraje A Rigor falando besteira…mas o acontecimento relacionado mais inesperado e talvez mais chocante foi o de pessoas que, ao lado dos corpos dos que morreram nessa tragédia, jogavam tranquilamente seu rotineiro futebol.

mortos na praia depois da queda da ciclovia
foto por Felipe Dana

Deixando de lado o tópico óbvio e sério da banalização da violência e calamidade em que nos encontramos no nosso país, que apresenta números de guerra civil, digo o seguinte: se é irritante a quantidade de curiosos que se amontoam cada vez que acontece um acidente, ainda é melhor do que todo mundo ignorando e seguindo suas vidas como se nada tivesse acontecido.

É mesmo de tirar do sério: engarrafamento gigante, você pensa “deve ter acontecido algo”, e aconteceu mesmo: faz 5 horas que deu um acidente, se houve algum ferido ou pior, os devidos encaminhamentos já foram dados faz “ó” – mas a galera continua passando beeemmm devagarinho ao lado dos carros batidos, olhando com um olhão arregalado e esticando o pescoço pra ver tudo nos mínimos detalhes, uma multidão de curiosos. E é igual com os acidentes, assaltos, fatalidades de todo tipo que acontecem na rua, na chuva, na fazenda.

Freud explica. O humano tem fascínio pela morte, pela morbidez, é algo que nos causa medo, pavor, curiosidade, queremos ver, mas não queremos. É humano, demasiadamente humano.

Então, se serve de consolo, no momento em que você dá graças a Deus por não ter uma bazuca no carro, porque se não ia resolver a curiosidade das lesmas na sua frente bem rapidinho, pense que podia ser pior: podia estar todo mundo passando reto, não dando a mínima e mesmo depois de 5, 10, 20 horas passadas, a vida ia continuar e as pessoas envolvidas no acidente e esperando ajuda, ainda iriam estar esperando.

Texto por Ana Victória Foganholi

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Chinela com meia

isso mesmo

Pessoas, muitas pessoas, pessoas até demais, ficam por aí afirmando que “as pessoas são muito mais elegantes no frio”.

Todos muito finos e nobres né?
No calor não, no calor todo mundo é tosco e grudento. Tá.

Pois eu digo que no inverno todo mundo só é elegante na casca, ou no máximo uma camada abaixo.

Porque depois dela, meus amigos, começa O FESTIVAL de blusa cheia de bolinha, blusas de mil cores diferentes (porque ninguem vai ver mesmo) camiseta véia furada, ceroula, pijama, calçolas e afins.

E não vou nem falar do nariz escorrendo, mãos que são lavadas bem rapidinho pq a água tá fria e você não quer arregaçar a manga, ok?

Então, quando você tiver olhando o povo todo muito ELEGANTHI na rua, pense nas outras camadas de roupa.

texto por Ana Victória Foganholi

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Não poste mais uma foto

Eu não quero ver a sua selfie, o que você comeu, onde você foi.

Eu quero também saber a sua opinião, quero saber o que te passa pela cabeça.

Quero saber o que você estava pensando quando tirou a selfie, sua opinião sobre o que comeu e o que aprendeu quando foi onde foi.

Estamos numa época de imagens, fotos, vídeos. Os textos que vemos nas mídias sociais são geralmente compartilhamentos ou apenas um comentário sobre uma imagem que vem a seguir.

O resto é só imagem mesmo. Jogue lá uma frase de efeito, uma hashtag, ou duas, ou quarenta mil e pronto.

Apesar de eu concordar muito com o ditado de que “Uma imagem vale mais do que mil palavras”, muitas vezes amar mesmo ver uma foto que um amigo publicou, tenho sentido falta das palavras. Palavras próprias, escritas de próprio punho (ou próprio teclado).

É bem interessante pra mim considerar que pra muitos não é intimidador postar uma foto na academia, ou tomando banho de Sol, ou sei lá. Mas, botar no papel um pensamento que tem te fritado os miolos é meio desconfortável e meio sem sentido. Fácil concluir que eu penso assim se for fazer uma média de meus “Textos postados vs. Fotos postadas”.

Penso mil vezes antes de postar uma foto, já texto, escrevo antes de pensar direito – o que também é fácil concluir, né?

E todo mundo tem algo pra dizer. Se não quer opinar sobre alguma coisa do cotidiano, pode contar mais sobre o trabalho que executa, sobre alguma experiência marcante que viveu, sobre uma história bonita ou incrível que a mãe ou a vó sempre contavam. Tem tanta coisa.

neruda

 

Então o que eu queria fazer aqui é iniciar uma campanha – que não vai ter alcance nenhum e logo vai pro limbo – que é: escreva mais!

Não é uma campanha contra as fotos, continuem as fotos e vídeos! Mas sim uma campanha pró-textos, pró-opiniões, pró-pensamentos compartilhados. Se não der pra postar, mostre pros amigos, mostre pra alguém…mostre pra mim! Eu quero ler o que você escreve! Quero conversar com você sobre o que você escreveu. Quero escrever a respeito da conversa que eu tive contigo sobre o que você escreveu.

Se mais nada acontecer com você durante o tempo que você se propôs a escrever mais, eu prometo que uma coisa vai: você vai virar uma pessoa mais observadora e que reflete mais. Porque pra escrever a gente primeiro precisa pensar no que vai escrever e logo passamos a ver mais o mundo a nossa volta e pensar sobre o que queremos colocar no papel.

E se mesmo assim você não estiver convencido, tenho mais uma coisa pra tentar te convencer: a grande chance é de pouca gente dar bola pro seu texto. Por isso que existe sex tape e elas bombam, agora…tente escrever sobre ter feito sexo com alguém famoso. Pffff.

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texto por Ana Victória Foganholi

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Brasil, o país do “bom o suficiente”

Querendo passar longe da “Síndrome de Vira-lata” que assola o brasileiro, não dá pra não falar de uma característica de fato irritante dos produtos que são vendidos aqui.

Se eles não são ruins, também não são exatamente ótimos. Eles são bons no ponto exato de não serem ruins, tão na média, são bons pra não gerar muita reclamação e poderem cobrar mais caro. São bons o suficiente.

Dificilmente a gente encontra no mercado produtos que são de fato excelentes, tanto em qualidade quanto em embalagem. Se eles são excelentes, provavelmente serão importados.

Quer exemplos? Dou exemplos.

Pacotes de torrada, bolacha, queijo, peito de peru etc, que tem aquele dispositivo “abre-fácil”. Abre fácil se não arrebentar no meio, se você conseguir desgrudar um lado do outro, se aquela fitinha vermelha tiver sido colocada certo. São as embalagens “tenta-a-sorte” ou “pega a granada lá”.

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E os copos de água com aquela orelhinha de alumínio que arrebenta quando você puxa? Ou se não arrebenta, a cola da tampinha é tão forte que não desgruda do copo nem a pau. Nos resta enfiar o nosso corajoso dedão através da tampinha e tomar uma água contaminada de dedão.

Recentemente, o episódio que mais me tirou do sério foi a da Maionese Heinz. Quem sabe, sabe: ela era maravilhosa, perfeita, eu me segurava (nem sempre conseguia) pra não comer ela de colherada. E é claro, era importada. Da Espanha, no caso.

Esses tempos eu já tava ficando agoniada, não achava mais a maionese em mercado nenhum. Pensei que o problema fosse a alta do dólar, sei lá. Eis que um dia ela ressurge, em embalagem nova, de plástico, novo rótulo brilhoso. A antiga era de vidro, basicona, com um rótulo de papel…normal.

Ou seje: ficou mais bonitona. Cromada. Curvilínea.

Fui feliz pra casa, peguei uma torrada (de um pacote tenta-a-sorte”) passei… choque! Totalmente diferente! Tava estragada? Eu tava resfriada e não sentia direito o sabor dos alimentos? Não! Os caras ALTERARAM A FÓRMULA DA MAIONESE.

heinz x heinz
tem um vídeo no youtube falando disso. tem sim.

Passaram a fabricar no Brasil. Alteraram a fórmula pra pior. Deixaram a embalagem mais carnavalesca. Aumentaram o preço.

Me revoltei, deixei recado na página dos caras no Facebook, que foi hilariantemente respondido. Eu misteriosamente não encontrei essa conversa, mas foi algo do tipo “– Ei heinz, maionese ficou ruinzona hein?” e eles “– Oi Ana, ficou boa! Alteramos a fórmula e mudamos pra melhor” e eu “– Ahhh, ok, brigada por esclarecer, achei que tinha ficado ruim.“ Fim.

Assim, fui em busca de uma nova maionese. E é aí, meus amigos que se comprova a minha teoria do “bom o suficiente”: ela continua sendo a melhor, ou a menos pior. Por mais que eu tenha tentado mudar de maionese, não deu: ela continua melhor que as outras, mas não é mais tão boa.

Pra quê hein? Pra que a Heinz vai importar uma maionese incrivelmente boa da Espanha, se eles podem fazer uma menos boa aqui no Brasil mesmo, usando ingredientes piores e cobrando mais? Pra nada, ué.

“Ah, Ana, eles adaptaram pra melhor se encaixar no paladar nacional”

HA-HA-HA.

Aqui no Brasil nada precisa ser excelente. Em geral é ruim, mas quando é pra ser bom, não precisa ser tãaao bom assim, só bom o suficiente já basta.

– texto por Ana Victória

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Diálogo baseado em fatos reais

  

– e aí, moça, vamos fazer?

– Não, não quero, brigada.

– Mas você já fez?

– Olha, fiz uma vez e me arrependi. Não quero.

– Ah, mas dessa vez vai ser diferente! Vamos fazer!

– Não tô interessada, valeu.

– …mas é muito bom! Todo mundo que faz gosta!

– Tá, mas eu não quero!

– Olha, te juro que você não vai se arrepender dessa vez! 

– Moço, eu NÃO QUERO FAZER UM CARTÃO DA RENNER, tá??? O-BRI-GA-DA

– Mas tem 10% de desconto!

– Tchau.