Uma história quase assombrada


Fim do dia, acabamos de chegar em casa, sr. Enrico e eu. Casa vazia e escura.
Antes de eu ter ter tempo de acender a luz, Enrico para na soleira da porta, aponta decidido em direção à mesa de jantar que está na penumbra e exclama
– um monte de gente!

– oi, filho? O que? ( tentando manter a calma espiritualizada mas já considerando colocar a casa à venda.)

– um monte de gente!

Respiro fundo, analiso a cena do ponto de vista dele, vejo a estante atrás da mesa, e pergunto pausadamente

– Filho, o monte de gente tá na mesa ou tá nas fotos?

– Nas fotos.

Não estou mais vendendo a casa.

Acendi um incenso de Palo Santo just in case.

Oremos.

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