Ridicularizando a realidade do amiguinho ou Como viralizar textos na internet.

Dividindo o mundo entre os certos e errados, os ridículos e os sensatos.

O mundo na internet é preto e branco, não tem tons de cinza. Só aqueles 50, mas eles não valem pra agora.

Cada vez que vemos viralizar na internet um texto afirmando algo generalista sobre uma geração, grupo, país é só contar os segundos: vai aparecer outro desbancando, desmerecendo o que o primeiro disse.

O exemplo mais recente é o “A geração que encontrou sucesso no pedido de demissão”, rapidamente chamado de besteirol pelo “A juventude que não pode largar tudo para viajar o mundo ou vender brigadeiro”.

Nada contra e nem a favor de nenhum dos textos. Não quero entrar na polêmica não, até porque quem sou eu. Na verdade o que eu tenho a dizer sobre isso é o seguinte:que preguiça que dá de viver cada vez que isso acontece.

preguiça-telefone
eu procurei um negócio sobre preguiça e achei esse. Nada a ver com o texto, mas achei muito engraçado. E como o blog é meu…

Na lógica das coisas, um anula o outro e no esteio meio que leva junto todo mundo que ousou compartilhar o primeiro. Fica até mesmo aquela guerrinha: vi uma pessoa compartilhando esse primeiro, não concordei, então vou compartilhar esse aqui pra mostrar que ela é ridícula.

Isso porque é evidente que as duas realidades são bem reais. Existe gente que tem totais condições de largar emprego em multinacional e ir vender hambúrguer, existe gente que é arrimo de família desde novinho. Inclusive OUSO dizer que existe gente que vai nascer e morrer sem precisar trabalhar porque nasceu numa família com muita grana, existe gente que conhece a palavra trabalho muito bem, mas não conhece a palavra emprego porque vive em condição análoga à escravidão e existe gente que nem conseguiu nada disso porque teve uma doença muito séria quando bebê e morreu antes disso.

Tá vendo?

E todas essas outras situações que eu citei renderiam um texto revoltado em resposta ao último – fazendo, ou tentando fazer, todos os admiradores do anterior se sentirem mal, fora da realidade, fora de contexto.

E daí nunca acaba, todos se julgam, evidenciam suas diferenças, chutam pro canto suas semelhanças, o mundo se polariza e a gente veste preto e vai ao funeral do bom senso mais uma vez.

Chega gente, não aguento mais ir no velório da empatia.

Tem mais de 7 bilhões de pessoas no mundo. Muitas realidades convivem e coexistem.

Precisa existir, eu sei que existe, uma maneira de se posicionar que não seja contrapondo e ridicularizando o que outra pessoa disse antes de você.

Parafraseando a torcida brasileira: EU ACREDITO!

eu acredito

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