7 jeitos de ser mais eu

Faz um tempo já que eu tenho refletido na minha rotina e tenho buscado jeitos de deixar ela mais legal, mais leve e verdadeira.

Comecei a adotar alguns comportamentos pra refletir essa vontade de viver mais tranquila, e assim listei 7 coisas que eu já estou fazendo – algumas mais simples e outras mais complexas – que achei legal dividir, porque compartilhar o que a gente pensa e aprende tem tudo a ver com o mundo onde eu quero viver. Então:

  1. Só faço exercício que eu gosto

if you see me

*se você me vir correndo, chame a polícia.

A vida é curta, cheia de coisa pra fazer, de responsabilidades, obrigações e não dá pra usar meu tempo livre pra fazer algo que me dá tédio e faz sofrer.

Por exemplo: eu tentei correr, juro, eu tentei e eu quase consegui…com alguma dignidade. O que eu não consigo é correr com alegria, porque eu acho chato demais. “Mas queima muita caloria, é um ótimo exercício”. Mesmo assim, não corro mais e não faço nenhum exercício que eu não gosto só pra queimar caloria.

Melhor acordar com quilos a mais e feliz de ter um dia todo pela frente do que sofrendo, pensando “socorro, hoje é dia de correr”. Ou de fazer qualquer outro exercício que eu não gosto.

Fica a minha profunda admiração por quem corre porque ama correr. Acho lindo, mas tô indo ali andar de patins, dançar e jogar tênis.

 

  1. Eu coloco açúcar no café

Mesmo “estragando” o café, mesmo adicionando VOLUNTARIAMENTE horrorosas VINTE calorias ao meu latte, mesmo indo contra a moral e bons costumes.

Não tomo mais café sem açúcar só porque é o “certo” do ponto de vista dos apreciadores de café.

Não coloco adoçante porque é o comportado. Eu odeio adoçante e a enorme maioria das coisas light. Coisa light, coisa zero…eu fico intrigada. O que que colocam ali? Não sei. Tem gosto ruim, gosto que fica na boca um tempão. Medo.

Então agora, o que eu faço quando tomo café é uma cara linda, de satisfação, de felicidade – coisa que não acontecia quando ele estava sem açúcar ou com adoçante.

 

  1. Chega de ficar fritando no Sol

pimentão

Vamos aos fatos: eu sou branquela. Quando eu tomo Sol, fico vermelha, mesmo passando protetor fps 30 ou mais, porque meu tom de pele é “palmito”.

Mais: meu bronzeado só aparece pros outros de duas formas. Ou eu estou bronzeada “por contraste próprio”, que é quando a pessoa diz que eu nem tô bronzeada, daí eu mostro a marquinha e ela diz “ahhhh, tá mesmo”. Ou por “contraste no grupo”, tipo quando eu casei e minha lua-de-mel foi no começo de abril, quando ninguém mais tava bronzeado, voltei pra Curitiba arrasando, “marrom bombom” (ênfase nas aspas).

Pra que isso de tomar Sol então? Se eu gosto de tomar Sol de costas mas tem a pressão de bronzear a parte da frente? E se de frente é um saco, porque eu quero ler, mas daí o livro fica apoiado na barriga, atrapalhando o processo? O óculos de sol deixa marca, sem óculos de sol fico com a cara franzida. Dureza.

Não é tranquilo, não é favorável. Tomar Sol só quando der vontade, de vez em nunca. No mais, marcas de ficar debaixo do Sol jogando tênis, com blusas e tops com alças diferentes. Uma zebra albina.

 

  1. Evito dizer “não tenho tempo”

do i

Parece que dizer “não tenho tempo”, “tô muito corrida”, “tô ferrada no trabalho” é um objetivo de vida, uma coisa bonita de dizer. Não acho, não concordo e faço muito esforço pra não socar a minha vida de compromissos e programações e me sinto mal se avalio como gastei meu tempo e vejo que tem desequilíbrio entre o tempo que passo trabalhando e o que passo me dedicando às pessoas que amo, inclusive eu mesma.

Mais: 99% das pessoas do meu círculo social têm tempo – não digo 100% pra não arriscar ser injusta. Eu tenho tempo, nós temos tempo, o que eu não tenho é condições de priorizar outras coisas fora as que já são prioridade. E sim: “descansar, dormir e fazer nada” é uma das prioridades da minha vida e sempre que eu posso, eu faço.

Então eu não digo “não tive tempo”, porque a pessoa sabe que o que eu estou dizendo é “isso não é prioridade” ou “não tô a fim”. Se é a primeira opção, me planejo e digo quando vou conseguir fazer e se é a segunda, falo a verdade e dou minhas razões.

 

  1. Chega de transformar hobbies em sofrimento

cry a lot

*deite/ tente não chorar/ chore muito

Fico pensando em quanta gente já transformou um hobbie que amava em fonte de angústia porque resolveu competir.

Eu vi isso em mim. Tipo quando eu comecei a jogar basquete: eu ficava feliz de acertar uma bandeja, mas daí meu time começou a participar de campeonatos e eu a ficar triste, porque a gente não ganhava nada nunca. A gente perdia, de lavada. O meu prazer em jogar basquete diminuiu consideravelmente e eu tinha só 13 anos.

O mesmo pro hipismo, dança de salão, natação, orquídeas, yôga de certa forma, e é claro, o tênis. Quantas vezes eu já me peguei odiando o jogo de tênis, não porque eu me machuquei, porque não conseguia acertar um movimento, mas porque perdi um jogo num campeonato. Quantos fins de semana eu já passei participando de campeonatos, me divertindo pouco e passando muita raiva? Muitos. E pra que? Pra nada. Nem dinheiro eu ganho, muito pelo contrário.

Pra mim, só vai ter competição quando eu conseguir ficar sossegada e não deixar o resultado, bom ou ruim, afetarem a minha opinião sobre mim mesma.

 

  1. Nada de remoer o passado

Sabe aquele clássico momento em que a gente deita a cabeça no travesseiro e de repente lembra de algo muito ruim que fizemos no passado, ou de uma gafe que cometemos, de uma vergonha que passamos? Daí fica aquela ladainha de autocomiseração, arrependimento, vontade de sumir?

Tento não fazer mais, tento desviar meu pensamento. Isso porque quando eu começo a pensar nessas coisas, eu me diminuo e penso que eu sou menos do que eu realmente sou. Sou severa comigo mesma, me julgo e eu não quero me tratar assim não, eu não quero tratar ninguém assim. Então eu paro, penso no que eu aprendi com o erro, encerro o pensamento e relembro algum momento bem lindo, em que eu fui super totalmente demais e vou dormir feliz.

A não ser que tenha sido uma gafe. Daí eu tento dar risada, porque gafe é uma coisa inevitável e muito engraçada, hahaaha, a gente pode ser muito péssimo né?

 

  1. Vou me achar bonita AGORA

boniteza

Talvez essa seja uma questão mais feminina. É fato sabido que mulher em geral (brasileira, mais pronunciadamente) ou quer emagrecer alguns quilos ou engordar alguns. O ponto é que parece que mulher nunca tá satisfeita com a própria aparência, ou se tá, não conta pra ninguém.

Eu não fujo à regra e sempre que eu penso, no passado tem uma Ana Victória que eu gostava mais e no futuro tem outra que arrasa, é a do presente que nunca está de acordo com o que eu quero.

Assim, essa é uma resolução mais difícil, mas resolvi gostar de verdade de mim no presente, honrar meu passado e planejar meu futuro – cuidando do minha saúde, minha alimentação, fazendo exercícios (que eu goste), passando protetor solar e valorizando o hoje.

O que eu quero é uma coisa simples: caber nas minhas roupas e ser feliz com quem eu sou.

 

E aí? Quais são as coisas que você anda fazendo pra ser você faz pra ser mais você?

 

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