The flash

  

Nenê dormiu, tá no berço, babá eletrônica ligada. 

Você tem tanta coisa pra fazer, mas claro que dá uma sentadinha no sofá com o celular na mão. 

Mas ó: UM PIO, UM ESTALO que dê pra escutar naquela babá-eletrônica…não existe pessoa que levante mais rápido e faça as coisas mais ligeiro do que uma mãe que lembrou que o nenê pode acordar a qualquer momento.

Cuque de Uva ou A vida como ela é

Permanecendo no tema “desastres com bolo”, o pequena tragédia de ontem com a nêga maluca me lembrou de uma muito pior que aconteceu há 5 anos atrás.

Curiosamente eu registrei essa tragédia em texto e fotos e ela foi publicada no blog da totalmente demais Chef de Pâtissiere Carol Garofani, dona da confeitaria totalmente demais Caramelodrama . Vai lá: caramelodrama.com e facebook

Vamos relembrar esse maravilhoso acontecimento e refletir no POBREMA que eu tenho com bolos. Vai ver é uma maldição.

CUQUE DE UVA ou A VIDA COMO ELA É

cuque

Oi, pessoal!

Bem, a convite da minha irmã, Carol Garofani, vim escrever no blog dela, e é para ensinar – ou só contar como fiz, não sei se estou podendo ensinar a fazer bolo, como você logo irá constatar – um cuque de uva.

É, de uva. Sei que a maioria das pessoas só comeu, ou só ouviu falar, de cuque de banana. Mas o cuque de uva tem as suas virtudes: é menos doce do que o de banana, mais úmido e fica, supostamente, mais bonito. Uma vez, comi um cuque de uva na casa de uma amiga minha, e estava bom demais! Desde então fico pensando em fazer um. Chegou o momento!

Na verdade verdadeira, o momento chegou 3 vezes.

Da 1a vez, peguei uma receita de um blog meio duvidoso e obscuro. Junte isso com uma cozinheira meio duvidosa e obscura e o resultado foi um bolo batumado e encruado, com uma farofa que virou casca e uvas que viraram uma geléia sensacional. Tive que jogar fora antes que o Ricardo (marido) passasse mal, comendo o bolo ruim pra chegar na geléia boa.

Da 2a vez, a massa cresceu lindinha. Mas eu, com preguiça de voltar no mercado que tinha comprado aquelas uvas tão boas, comprei uva itália mesmo, e a receita da farofa (que vai por cima) tinha trigo demais! O resultado foi um bolo farinhento (literalmente), seco e azedo, porque as uvas não eram as ideais. Não exatamente um quitute dos deuses.

E a 3a vez é essa que eu vou contar.

Comecei do jeito certo: Achei uma receita legal, validei com gente que entende da coisa e fui atrás dos ingredientes recomendados: Leite integral de qualidade, uvas ideais, ovos novos e orgânicos, boa vontade e concentração. Um pouco de teimosia e neura também foi preciso, afinal, pessoal, eu estava tentando o mesmo bolo pela 3a vez em 10 dias. O Ricardo estava incrédulo.

O importante é iniciar separando tudo o que você vai usar pra fazer o bolo. Confira a receita e separe todos os ingredientes, medidores, vasilhas, faca, espátula, batedeira, forma etc. Deixe tudo organizado, limpo e à mão. Sua empreitada tem mais chances de dar certo assim, do que sair correndo pela cozinha e despensa cada vez, procurando o que você precisa enquanto a massa fica lá, esperando.

Ovos devidamente divididos. Comprei um “separador de gemas e claras”, mas concluí que é melhor com a mão mesmo. Mais um utensílio para a gaveta “acessórios inúteis que eu comprei na empolgação”:

ovos

Foi tudo muito bem até aqui! Mas não acaba aqui!!

Antes da sofrência, vamos dar uma relaxada, vendo umas fotos do processo:

Tem que usar esse batedor. Minha irmã chamaria (chama) de pá. Eu chamo de “troço parecido com aquele símbolo hippie”.

simbolo hippie

Essas são as uvas sem semente, e polvilhadas com trigo, pra secarem um pouco.

uvas

Esse é o House. Me acompanhou durante o processo, na televisão que eu tenho na cozinha. Sem televisão eu não faria nem ovo frito. Odeio ficar olhando pro azulejo, pensando na morte da bezerra, enquanto cozinho.

house

Agora, se fosse um texto da Chef Patissiere Carolina Garofani, você veria uma foto de um pedaço do cuque assado. Lindo e roxo.
Mas esse não é um texto da Carolina…

Na vida como ela é as coisas não acabam assim.
Na vida como ela é a cozinheira já estava desesperada de ver seu bolo no forno por mais de 50 minutos sem ficar pronto.
E nesta mesma vida, na hora em que eu fui tirar o bolo do forno, fui preocupada! Abri a tampa, puxei a grade e! E?
Cadê o bolo?

Eu cheguei a olhar pra bancada pra ver se ele não estava magicamente lá, quando escutei um “tssssssss”.
Adivinhou? Sim, o bolo escorregou POR TRÁS DA GRADE e caiu no fundo do forno. Virado. Queimando. No. Fundo. Do. Forno.

Gritei!
O marido veio correndo de onde quer que estivesse.
Claro que o bolo desenformou lá mesmo, dentro do forno…melhor dizendo ESCORREGOU da forma. De fato, tudo muito escorregadio.
Com espátulas e coragem, demos um jeito, e agora sim,  você vai ver uma foto do cuque:

cuque despedaçado

Depois que o bolo escorregar da grade pela parte de trás do forno, virar, cair, e você colocá-lo às pressas em uma forma maior, ele ficará parecido com este.

Caso você esteja se perguntando: o cuque ficou bom, no final das contas.

Isso na minha opinião, mas o Ricardo (cobaia oficial) achou que tinha pouca farofa.

Lá vamos nós de novo…esta é a vida como ela é.

Incumba seu marido – aquele que veio desesperado depois de ouvir o seu grito ao ver o bolo caído – de limpar o forno.

ricardo limpando o forno

Não esqueça de se queimar no forno enquanto tenta desesperadamente salvar o que restou do seu bolo.

braço queimado

a receita do cuque você encontra no post original, vai lá:

http://caramelodrama.com/cuque-de-uva-ou-a-vida-como-ela-e/

Manhêeeeee

  

Quando a gente é criança, normalmente faz as coisas sob supervisão.

Mas daí a gente cresce, e de repente decidem que já temos habilidade de decisão e capacidade de planejamento suficientes pra não fazer besteira.

Daí vai a Ana Victória e conclui que vai virar o bolo rapidinho, que vai desenformar fácil, que nem precisa usar duas luvas, dá pra fazer com uma mão só.

Nessas horas eu me pergunto: cadê minha mãe, hein?!

Nunca mais

  

Coisas que eu pensei ontem, quando estava passando mal, que nem uma lady, de tanto beber, que nem uma lady:
– por que a gente é burro e bebe?

– será que de algum jeito o Enrico sabe que eu bebi e está decepcionado comigo? Bom…em alguns anos essa situação poderá ser muitas vezes compensada.

– a humanidade já foi pra Lua, curou doenças que assolavam a nossa raça, mas ainda não criou um remédio decente pra ressaca.

– deviam inventar o “disque ressaca”, você liga e vem uma van toda equipada com tudo que o bêbado precisa pra se sentir melhor: gatorade, neosaldina, sopa, chá de boldo, alguém pra segurar o cabelo e trazer água…Fica a ideia de negócio, pessoal.

– chá de boldo é muito ruim, deviam criar cápsulas de chá de boldo..ou vai ver já tem, tenho que lembrar de perguntar na farmácia.

– mesmo que não esteja acontecendo nada, quando se está enjoada o banheiro é o lugar mais acolhedor da casa. O banheiro sim é um amigo fiel e que não te julga.

– se eu soubesse que ia vomitar assim, tinha comido coisas mais calóricas. Se eu fosse beber de novo nessa vida, tentaria me lembrar disso.

– SE eu fosse, pq eu NUNCA MAIS vou beber.

7 jeitos de ser mais eu

Faz um tempo já que eu tenho refletido na minha rotina e tenho buscado jeitos de deixar ela mais legal, mais leve e verdadeira.

Comecei a adotar alguns comportamentos pra refletir essa vontade de viver mais tranquila, e assim listei 7 coisas que eu já estou fazendo – algumas mais simples e outras mais complexas – que achei legal dividir, porque compartilhar o que a gente pensa e aprende tem tudo a ver com o mundo onde eu quero viver. Então:

  1. Só faço exercício que eu gosto

if you see me

*se você me vir correndo, chame a polícia.

A vida é curta, cheia de coisa pra fazer, de responsabilidades, obrigações e não dá pra usar meu tempo livre pra fazer algo que me dá tédio e faz sofrer.

Por exemplo: eu tentei correr, juro, eu tentei e eu quase consegui…com alguma dignidade. O que eu não consigo é correr com alegria, porque eu acho chato demais. “Mas queima muita caloria, é um ótimo exercício”. Mesmo assim, não corro mais e não faço nenhum exercício que eu não gosto só pra queimar caloria.

Melhor acordar com quilos a mais e feliz de ter um dia todo pela frente do que sofrendo, pensando “socorro, hoje é dia de correr”. Ou de fazer qualquer outro exercício que eu não gosto.

Fica a minha profunda admiração por quem corre porque ama correr. Acho lindo, mas tô indo ali andar de patins, dançar e jogar tênis.

 

  1. Eu coloco açúcar no café

Mesmo “estragando” o café, mesmo adicionando VOLUNTARIAMENTE horrorosas VINTE calorias ao meu latte, mesmo indo contra a moral e bons costumes.

Não tomo mais café sem açúcar só porque é o “certo” do ponto de vista dos apreciadores de café.

Não coloco adoçante porque é o comportado. Eu odeio adoçante e a enorme maioria das coisas light. Coisa light, coisa zero…eu fico intrigada. O que que colocam ali? Não sei. Tem gosto ruim, gosto que fica na boca um tempão. Medo.

Então agora, o que eu faço quando tomo café é uma cara linda, de satisfação, de felicidade – coisa que não acontecia quando ele estava sem açúcar ou com adoçante.

 

  1. Chega de ficar fritando no Sol

pimentão

Vamos aos fatos: eu sou branquela. Quando eu tomo Sol, fico vermelha, mesmo passando protetor fps 30 ou mais, porque meu tom de pele é “palmito”.

Mais: meu bronzeado só aparece pros outros de duas formas. Ou eu estou bronzeada “por contraste próprio”, que é quando a pessoa diz que eu nem tô bronzeada, daí eu mostro a marquinha e ela diz “ahhhh, tá mesmo”. Ou por “contraste no grupo”, tipo quando eu casei e minha lua-de-mel foi no começo de abril, quando ninguém mais tava bronzeado, voltei pra Curitiba arrasando, “marrom bombom” (ênfase nas aspas).

Pra que isso de tomar Sol então? Se eu gosto de tomar Sol de costas mas tem a pressão de bronzear a parte da frente? E se de frente é um saco, porque eu quero ler, mas daí o livro fica apoiado na barriga, atrapalhando o processo? O óculos de sol deixa marca, sem óculos de sol fico com a cara franzida. Dureza.

Não é tranquilo, não é favorável. Tomar Sol só quando der vontade, de vez em nunca. No mais, marcas de ficar debaixo do Sol jogando tênis, com blusas e tops com alças diferentes. Uma zebra albina.

 

  1. Evito dizer “não tenho tempo”

do i

Parece que dizer “não tenho tempo”, “tô muito corrida”, “tô ferrada no trabalho” é um objetivo de vida, uma coisa bonita de dizer. Não acho, não concordo e faço muito esforço pra não socar a minha vida de compromissos e programações e me sinto mal se avalio como gastei meu tempo e vejo que tem desequilíbrio entre o tempo que passo trabalhando e o que passo me dedicando às pessoas que amo, inclusive eu mesma.

Mais: 99% das pessoas do meu círculo social têm tempo – não digo 100% pra não arriscar ser injusta. Eu tenho tempo, nós temos tempo, o que eu não tenho é condições de priorizar outras coisas fora as que já são prioridade. E sim: “descansar, dormir e fazer nada” é uma das prioridades da minha vida e sempre que eu posso, eu faço.

Então eu não digo “não tive tempo”, porque a pessoa sabe que o que eu estou dizendo é “isso não é prioridade” ou “não tô a fim”. Se é a primeira opção, me planejo e digo quando vou conseguir fazer e se é a segunda, falo a verdade e dou minhas razões.

 

  1. Chega de transformar hobbies em sofrimento

cry a lot

*deite/ tente não chorar/ chore muito

Fico pensando em quanta gente já transformou um hobbie que amava em fonte de angústia porque resolveu competir.

Eu vi isso em mim. Tipo quando eu comecei a jogar basquete: eu ficava feliz de acertar uma bandeja, mas daí meu time começou a participar de campeonatos e eu a ficar triste, porque a gente não ganhava nada nunca. A gente perdia, de lavada. O meu prazer em jogar basquete diminuiu consideravelmente e eu tinha só 13 anos.

O mesmo pro hipismo, dança de salão, natação, orquídeas, yôga de certa forma, e é claro, o tênis. Quantas vezes eu já me peguei odiando o jogo de tênis, não porque eu me machuquei, porque não conseguia acertar um movimento, mas porque perdi um jogo num campeonato. Quantos fins de semana eu já passei participando de campeonatos, me divertindo pouco e passando muita raiva? Muitos. E pra que? Pra nada. Nem dinheiro eu ganho, muito pelo contrário.

Pra mim, só vai ter competição quando eu conseguir ficar sossegada e não deixar o resultado, bom ou ruim, afetarem a minha opinião sobre mim mesma.

 

  1. Nada de remoer o passado

Sabe aquele clássico momento em que a gente deita a cabeça no travesseiro e de repente lembra de algo muito ruim que fizemos no passado, ou de uma gafe que cometemos, de uma vergonha que passamos? Daí fica aquela ladainha de autocomiseração, arrependimento, vontade de sumir?

Tento não fazer mais, tento desviar meu pensamento. Isso porque quando eu começo a pensar nessas coisas, eu me diminuo e penso que eu sou menos do que eu realmente sou. Sou severa comigo mesma, me julgo e eu não quero me tratar assim não, eu não quero tratar ninguém assim. Então eu paro, penso no que eu aprendi com o erro, encerro o pensamento e relembro algum momento bem lindo, em que eu fui super totalmente demais e vou dormir feliz.

A não ser que tenha sido uma gafe. Daí eu tento dar risada, porque gafe é uma coisa inevitável e muito engraçada, hahaaha, a gente pode ser muito péssimo né?

 

  1. Vou me achar bonita AGORA

boniteza

Talvez essa seja uma questão mais feminina. É fato sabido que mulher em geral (brasileira, mais pronunciadamente) ou quer emagrecer alguns quilos ou engordar alguns. O ponto é que parece que mulher nunca tá satisfeita com a própria aparência, ou se tá, não conta pra ninguém.

Eu não fujo à regra e sempre que eu penso, no passado tem uma Ana Victória que eu gostava mais e no futuro tem outra que arrasa, é a do presente que nunca está de acordo com o que eu quero.

Assim, essa é uma resolução mais difícil, mas resolvi gostar de verdade de mim no presente, honrar meu passado e planejar meu futuro – cuidando do minha saúde, minha alimentação, fazendo exercícios (que eu goste), passando protetor solar e valorizando o hoje.

O que eu quero é uma coisa simples: caber nas minhas roupas e ser feliz com quem eu sou.

 

E aí? Quais são as coisas que você anda fazendo pra ser você faz pra ser mais você?