Montanha-russa

Tem gente me perguntando como eu estou me sentindo. É basicamente assim: estou na fila da montanha-russa, minha vez tá chegando.

Estou sentindo um misto de empolgação, com medo, com ansiedade, com aquele arrependimento dos valentes exibidinhos que enfrentaram uma fila longa e tiveram tempo de refletir.

Meu deus, de quem foi a ideia JACU de vir nessa montanha-russa absurda? Por que que eu disse “vamos!”. Why, God, why? Por que não disse que preferia o carrinho bate-bate? Ou a xícara que gira? A xícara é super legal, cara!

Olha o tamanho da 1ª queda, olha esse povo gritando. OLHA!

Mas agora não dá mais pra voltar atrás…deixa eu fazer uma cara blasé aqui…uma cara blasé, que todos sabemos, irá desaparecer assim que o carrinho começar a subir. Ainda bem que é o Ricardo que vai estar do meu lado e ele me conhece bem.

Calma, calma, respira fundo. Abstrai.

Não, não abstrai, se mantém consciente do momento. Se abstrair não vai aproveitar e depois vai se arrepender. Só respira fundo e aceita.

Isso, aceita. Desliga o racional, deixa o emocional assumir. É só uma montanha-russa, um monte de gente já foi, tá todo mundo bem, todo mundo sai com cara feliz: olha a cara de alegria do povo saindo dos carrinhos que acabaram de chegar.

Relaxa.

“Vai, amor, andou a fila, vai…corre pra fila do primeiro carrinho!”

ARGHHHHHHHHHHHHHHH…

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